Crítica | Em Chamas (2018)

Primeira crítica da saga Indicados ao Oscar: Em Chamas (Beoning).Sendo uma grande fã de toda a cultura cinematográfica da Ásia em si, admito: fiquei surpresa ao ver que a história do filme Em Chamas (Beoning/Burning) é a adaptação de um conto do escritor japonês Haruki Murakami, chamado Queimar Celeiros (que pode ser encontrado no livro O elefante desaparece, que é especialmente fácil de se encontrar em pdf pela internet). Eu não conhecia o texto e tampouco conhecia o estilo do autor, mas tive frequentes indicações a respeito e fiquei muitíssimo curiosa, especialmente com a temática de pessoas desaparecidas – e acabei lendo o conto assim que cheguei em casa.

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O filme se passa em Seoul, na Coréia do Sul, e começa nos introduzindo à relação entre Jongsu,  escritor formado, filho de fazendeiro e desempregado, e Haemi, uma amiga bonita, exacerbada e artística, que se reencontraram após muitos anos distantes. É quando Haemi decide fazer uma viagem pela África e pede para Jongsu cuidar de seu gato que a relação dos dois se intensifica, em termos de amizade e românticos. No entanto no retorno de sua viagem as coisas estão diferentes, pois Haemi lhe apresenta seu novo namorado Ben, um rapaz rico que ela conheceu no aeroporto na volta para a Coréia, introduzindo-o ali a uma amizade triangular.

Considerando a intensidade do carinho de Jongsu por Haemi, evidente desde cedo o seu incômodo na presença de Ben, apesar do protagonista estar sempre incluído em encontros e saídas do casal, como em um relacionamento a três. Haemi esbanja charme e inocência, e em diversas cenas é admirada pelo namorado como uma peça rara, um achado, enquanto a função de Jongsu limita-se a presenciar e assistir à relação de ambos. Em uma tarde o casal vai para a fazenda onde Jongsu vive, e é aí que a história toma outro rumo. Em diversos momentos nós somos levados a apreciar a garota da mesma forma que Ben e Jongsu o fazem, e em determinado momento da tarde inicia-se o diálogo mais importante do filme, quando Ben assume que às vezes ele queima celeiros. Isso vira a cabeça do protagonista e nos envolve em uma trama dramática e misteriosa de suspense.

Crítica: Em Chamas (Burning/Beoning) | 2018

O conto não é longo, tampouco aprofunda a relação de Jongsu e Haemi como no filme, mas lhe induz às pistas metafóricas em cada sentença. A realidade é que considero o filme muito inteligente, e uma adaptação muito rica de criatividade, sabendo induzir o telespectador para cada pista na mesma velocidade que o protagonista desvenda suas inquietações.

Pessoalmente, achei o filme muito à altura das demais indicações que já assisti, e indico a todos em busca de um suspense mais confuso que O caso dos dez negrinhos, da Agatha Christie, e mais profundo que o Neve Negra, com o Ricardo Darín.

Em Chamas teve sua estréia dia 15 de novembro de 2018 nos cinemas.

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