Crítica | O Extraordinário

Um filme que não me deixou passar mais do que três minutos sem chorar.

Reconheço que sou sentimental pra filmes num geral, mas especialmente para filmes que, como Extraordinário, trazem uma encantadora lição de vida e moral social disfarçados em uma melancolia inocente.
O filme gira em torno de August Pullman, que está maravilhosamente interpretado por Jacob Tremblay. O garoto, que sofre de uma deformação no rosto após 27 cirurgias que salvaram sua vida, enfrenta a vivência diária no colégio após ter sido educado em casa em seus primeiros dez anos de vida.
Extraordinário possui um tom muito pessoal, e, essa é a razão pela qual o filme não cai em uma apelação nitidamente melodramática. Ao contrário, nos aproximamos da personagem e por isso é possível sentir a dor e o medo da rejeição. Além disso, o roteiro nos mostra vários pontos de vista, não culpando necessariamente ninguém, visto que até os “valentões” tem sua vez aqui. A culpa está, na visão do filme, na sociedade, que tem uma resistência enorme em aceitar o diferente. Isso é o valor mais trabalhado durante toda a linha de desenvolvimento.
Julia Roberts interpreta a mãe de Auggie, sendo muito concisa em fazer com que a gente sinta o que é deixar a vida pessoal de lado para viver em pró de cuidar de seu filho. Owen Wilson, por outro lado, é mais um agente cômico aqui. Ele é o pai do protagonista e serve como alívio cômico para algumas cenas, apesar de também ser um grande suporte dentro da estruturação da família.
Uma das tramas mais envolventes é a de Via, irmã de August. Entretanto, a atriz, Izabela Vidovic, é um tanto fraca e falha em alguns momentos em passar toda essa emoção que envolve o conflito de abandono de sua personagem.
A obra é baseada em um best-seller que começou a ficar realmente conhecido pelo ano de 2013 e só agora ganhou sua adaptação, que, por sua vez, é encantadoramente apaixonante e uma arma eficaz em derrubar um turbilhão de lágrimas.
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2 comentários sobre “Crítica | O Extraordinário

  1. Eu realmente gosto da maneira como Jacob Tremblay age. Desfrutei de ver a este ator em Refém Do Medo, eu gosto como interpreta o seu personagem, e sobre tudo é diferente a todos os filmes asusstadores. Ele sempre surpreende com os seus papeis, pois se mete de cabeça nas suas atuações e contagia profundamente a todos com as suas emoções. Além, acho que a sua participação neste filme assustador realmente ajudou ao desenvolvimento da história.

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