John Green: por que é tão criticado?!

Eu, realmente, não entendo! John Green, apesar de ser um dos mais amados, é um dos escritores mais criticados pelo público. Por quê? Seu conteúdo é muito de “menininha”? Sua escrita muito simples? O quê? Porque não consigo entender!

Vou tentar desenvolver uma teoria aqui. Eu, particularmente, adoro o John Green! As coisas que ele escreve são deveras inspiradoras. Ele fala com muita clareza e otimismo, o que faz com que cada linha me abra um sorriso. Mas também é coberto de referências, que é a parte que mais gosto. Enquanto sorrio os meus olhos se arregalaram. É incontável o número de coisas que aprendi com suas obras.

Acredite ou não mas eu penso que, por ter virado “modinha”, o público se revoltou. São livros reais, que narram a vida real de pessoas como quaisquer outras, e isso atrai muito público, assim como me atraiu. E isso viralizou! Fez com que meninas e meninos buscassem uma realidade alternativa. E virou a clássica modinha.

Mas espera aí… Modinha não deveria ser bom? SIM! Esse é o ponto. Se muitas pessoas gostam significa que essa coisa não é abominável como nos fazem acreditar que é. E é exatamente isso. Os livros de John trazem uma linguagem muito atual com situações corriqueiras, e isso inclui a todo mundo. Todos podem se identificar com seus livros – inclusive você, que julga.

Para você que está com uma grande interrogação acesa na mente, vou iluminar. A culpa é das estrelas, livro mais famoso de John Green, é um romance entre dois jovens de câncer terminal que acabam trazendo mensagens muito otimistas sobre a vida e existência. Cidades de Papel fala sobre objetivos de vida, de conhecer lugares, fazer o que for melhor pra você e sempre buscar o que te inspira. Quem é você, Alasca? fala sobre muitas coisas, incluindo o papel que cada um tem na vida do outro. O teorema Katherine é, basicamente, uma análise do amor. O protagonista, matemático, quer criar uma fórmula para saber as chances que você vai ter de dar certo com tal pessoa.

E há outros que ainda não li. Sei que tem um com a história verídica de Esther, menina com câncer que até hoje o inspira. Há também Will & Will, e por aí vai.

É claro que não estou defendendo que ele merece prêmios literários, que sua escrita divina é digna de ser emoldurada ou que seus temas abrangem temas de profunda reflexão espiritual, não é isso. John Green não é nenhum Saramago. Acontece que, apesar disso, ele é ótimo. Uma ótima pessoa, um ótico entretenimento, e uma recomendação minha. É claro que não é uma Indicação Lunar*, mas é inaceitável criticar tais obras.

Então, gente, é isso. Vim aqui pra tentar abrir um pouco mais algumas mentes preconceituosas e mostrar que, “ei, acorda, os seus gostos não são lei”, e que por mais que haja sim gente que se dignou a ler e não gostou, ninguém tem o direito de dizer que algo é ruim ou que não preste. Espero que entendam a ideia que quis transmitir. Obrigada!

Maria Lua.png

*Indicação Lunar – quadro onde eu sugiro livros, filmes, músicas, séries ou o que for para o público.

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2 comentários sobre “John Green: por que é tão criticado?!

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