Pocahontas – a história real

Todos já assistiram ou, ao menos, já ouviram falar no filme Pocahontas, da Disney, de 1995. Eu mesma sempre fui fã! Sempre cantei junto, tinha um VHS e era completamente apaixonada por John Smith. Mas, imagine só! Assim como Anastácia, já mencionada aqui, há algo muito mais triste por trás. Todos gostamos da beleza e felicidade imposta pelos finais felizes, mas a verdade… Ah, essa nos choca! Essa nos faz querer mais. Nos transmite empatia. Sem dúvidas essa história vai te surpreender.

Essa história é muito antiga, tendo a própria Pocahontas nascido em 1595 e morrido em 1617, então há muitas controvérsias quando tudo que sabemos foi passado de boca em boca até os dias atuais. O que sabemos é que seu nome, na verdade, não é Pocahontas. Pocahontas significa “menina mimada”, “a metida”, enquanto ela se chamava Matoaka. É dito que, em 1607 a menina, filha do chefe da tribo Powhatan, salvou a vida de John Smith do seu próprio pai, tendo apenas dez, onze anos. Por conta disso, e de mais duas situações onde colonos foram salvos por Pocahontas, houve uma certa paz entre a tribo e os brancos.

John Smith, entretanto, decidiu ficar na tribo por um tempo, onde transformou-se em tutor de línguas e costumes de Pocahontas. E, surpresa! Eles não se apaixonaram. Ao contrário. John Smith a respeitava bastante.

Em 1609 John Smith sofreu um acidente com pólvora e foi se tratar novamente na Inglaterra, e pouco depois de sua partida os colonos disseram a Pocahontas que ele havia morrido no caminho.

O tempo passou e, em 1612, aos seus dezessete anos, Pocahontas foi fazer uma visita ao hemisfério norte e foi sequestrada, sendo mantida prisioneira por mais de um ano. Nesse meio tempo John Rolfe, um grande comerciante, encantou-se pela garota e, então, propôs soltá-la se entre eles fosse consagrado matrimônio. E assim aconteceu.

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Apesar de continuar prisioneira, Pocahontas era tratada como um membro da corte. Teve, então, aulas de aprimoramento do inglês e foi cristianizada, escolhendo o nome Rebecca ao se batizar. Pouco depois Pocahontas teve um filho, Thomas Rolfe, o primeiro descendente chamado de Red Rolfe.

Em 1616 Pocahontas, seu marido, seu filho e onze membros da tribo Powhatan viajaram para a Inglaterra, onde posteriormente ela descobriu que John Smith continuava vivo. Queria vê-lo, porém ele estava em uma excursão. John Smith, ao saber da visita da velha amiga, mandou uma carta à rainha Ana dizendo-lhe pra tratar Pocahontas como realeza. E assim foi feito. Logo Pocahontas e os outros membros da tribo tornaram-se populares, tendo caído às graças do rei James.

Em 1617 Pocahontas e John Smith enfim se reencontraram. Segundo o próprio Smith, durante os encontros casuais, ela não lhe disse nada demais, porém ao se encontrarem a sós ela confessou estar decepcionada por ele não ter ajudado a manter a paz entre a sua tribo e os colonos (culpando-o por ela ter sido mantida refém). Alguns meses depois, Rolfe e Pocahontas decidem voltar para Virgínia, a sua cidade, mas ela ficou doente (provavelmente pneumonia, varíola ou tuberculose) de maneira que foram obrigados a atracar o navio novamente em Kent, Inglaterra, onde Pocahontas veio a falecer.

Após sua morte vários romancistas passaram a narrar a história da índia, sendo a maioria criando um romance entre John Smith e Pocahontas – uns, inclusive, usando John Rolfe como o vilão que separou o casal à força. A história ficou tão famosa (muitos dizem que, por uma índia ter tornado-se alguém quase da realeza, era normal isso tornar-se um conto de fadas, algo que encorajava as moças e crianças) que ergueram uma grande estátua de bronze em sua homenagem, em Gravesend.

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E foi assim que, de geração em geração, uma história trágica transformou-se na linda fábula que todas as crianças crescem escutando e amando – inclusive eu.

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